Tem que acabar

Estamos vivendo o terceiro milênio, e todos esperavam uma grande evolução por parte da humanidade, onde preconceitos e discriminações seriam coisas do passado.


Infelizmente ainda convivemos com a ignorância das pessoas, e de pequenos grupos “religiosos” que se esforçam para manter vivo o preconceito contra a Umbanda. Nossa religião, juntamente com as religiões de matrizes africanas, até a década de sessenta era tratada pelo mesmo código que cuidava de contravenções e na década de quarenta chegou a constar como “inimigos do catolicismo”.


O crescimento da Umbanda incomodou muitas pessoas e conta-se que chegou a ser criado em 1952 um Secretariado Especial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, com o objetivo de enfrentar o crescimento do número de fiéis da Umbanda e demais “cultos mediúnicos”. Tal subdivisão foi denominada de Secretariado Nacional de Defesa da Fé”.


Há relatos que em 1957 um religioso deu a seguinte declaração numa entrevista concedida a uma rádio, em Porto Alegre.


“A Umbanda é a revivescência das crendices absurdas que os infelizes escravos trouxeram das selvas de sua martirizada pátria africana. Favorecer a Umbanda é involuir, é aumentar a ignorância, é agravar doenças”.


Mais tarde, os ataques contra Umbanda seriam mais intensos por parte de algumas igrejas neopentecostais, que iriam desde manifestações até violência contra os templos.


Citamos alguns fatos de discriminações sofridas pela Umbanda, mas sabemos que as religiões e os religiosos evoluíram e acreditamos que em sua maioria não exista mais esta ignorância em seus líderes. O que ainda ocorre são pequenas células, que aos poucos vão perdendo sua força.


Não pedimos que ninguém aceite nossa visão religiosa, pois sabemos que a liberdade de manifestar o pensamento é garantida por lei e fundamental para a democracia.


O que nós não gostaríamos é que tivéssemos que ter criado uma lei e depois um dia (21 de janeiro - Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa) para lembrar às pessoas que discriminar é errado, que todos têm o direito de seguir uma religião ou não seguir nenhuma.


Esperamos que ainda neste milênio todo o planeta conviva e respeite as diferenças, pois em nome das religiões muitos ainda morrem devido à intolerância.


“Todo o homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular”.

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